Condenado por estelionato amoroso teria enganado mulheres também na Paraíba

Homem recebeu pena de 2 anos e 6 meses após aplicar golpes afetivos

A Justiça Brasileira, através da 1ª Vara Criminal de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, condenou Matheus Rodelo Monteiro Machado, 27, pelo crime de estelionato contra uma ex-namorada. O rapaz é acusado de praticar estelionato amoroso a 2 anos e 6 meses de prisão, após aplicar golpes contra a denunciante.

Segundo a imprensa nacional, o rapaz é apontado como enganador de mulheres em diferentes estados brasileiros onde se passava por estudante de medicina e investidor em criptomoedas. Entre as supostas vítimas do paulista, estão mulheres da Paraíba, que relataram ter sido enganadas em relacionamentos nos quais o réu se aproveitava da confiança para obter vantagens financeiras.

De acordo com a sentença, o acusado utilizava vínculos afetivos como estratégia de fraude, prometendo estabilidade e futuro em comum, mas desviando recursos e causando prejuízos materiais e emocionais. O Ministério Público destacou que o caso reforça a gravidade do chamado “estelionato amoroso”, prática que tem crescido com o uso de aplicativos e redes sociais.

Na Paraíba, relatos de vítimas apontam que o homem mantinha relacionamentos simultâneos, explorando a vulnerabilidade emocional para obter dinheiro e favores. “Ele se apresentava como alguém confiável, mas tudo não passava de manipulação”, afirmou uma das mulheres que denunciou o caso.

A decisão judicial enquadrou a conduta como crime de estelionato, ressaltando que o uso de relações íntimas para ganhos ilícitos não pode ser tolerado. Especialistas avaliam que o julgamento abre precedente para outras ações semelhantes, já que muitas vítimas ainda enfrentam dificuldades em denunciar por medo de exposição ou descrédito.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres defendem que o tema seja tratado com mais rigor, tanto no âmbito jurídico quanto em políticas públicas de prevenção. Para elas, a condenação representa um avanço no reconhecimento de práticas abusivas que, por muito tempo, foram invisibilizadas. Clique aqui e veja a íntegra da informação divulgada pela Folha. (Texto: redação Boteco da Notícia / Imagem de capa: reprodução redes sociais de Matheus Rodelo)