Mais de 12 mil pessoas foram afetadas por desastres nos dois estados
As fortes chuvas registradas entre os dias 1º e 5 de maio provocaram uma onda de desastres em municípios de Pernambuco e da Paraíba, resultando em alagamentos, deslizamentos e inundações. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), os prejuízos já somam R$ 85,6 milhões, com impactos diretos sobre famílias, empresas e infraestrutura pública.
De acordo com dados enviados ao Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), foram contabilizados 73 decretos de anormalidade, abrangendo 58 municípios. O setor público concentrou a maior parte das perdas, com R$ 71,5 milhões em danos. Já o setor privado registrou R$ 7,4 milhões, enquanto o setor habitacional contabilizou R$ 6,7 milhões, incluindo 654 casas destruídas ou danificadas.
Além dos prejuízos materiais, os desastres obrigaram mais de 12 mil pessoas a deixarem suas casas, em um cenário que expôs a vulnerabilidade das comunidades diante de eventos climáticos extremos. Houve também registro de mortes, em números ainda em atualização.
Resposta emergencial
Para enfrentar a crise, o governo federal publicou a Medida Provisória 1.356/2026, destinando R$ 305 milhões a ações de proteção e defesa civil em todo o país. A CNM, no entanto, alerta para a necessidade de agilidade nos repasses e simplificação dos processos de acesso aos recursos, de modo que os municípios consigam executar medidas emergenciais com eficiência.
Estrutura fragilizada
Um estudo da CNM revela que a maioria das defesas civis municipais opera com recursos limitados. Em 43% dos municípios, os órgãos funcionam com até três servidores; 70,7% informaram custo mensal inferior a R$ 50 mil; e apenas 12% declararam possuir equipes exclusivas e estrutura adequada, incluindo viaturas e equipamentos. Para especialistas, esse quadro reforça a urgência de apoio técnico e financeiro contínuo, capaz de fortalecer a gestão de riscos e ampliar a capacidade de resposta.
Implicações
Os números evidenciam não apenas a dimensão dos prejuízos imediatos, mas também a fragilidade da infraestrutura pública frente às mudanças climáticas. A recorrência de chuvas intensas e seus impactos sociais e econômicos reforçam a necessidade de políticas permanentes de prevenção e adaptação, além de maior integração entre União, estados e municípios. (Texto: redação Boteco da Notícia / Imagem de capa: Freepik)