Paraíba mapeia sítios arqueológicos e fortalece memória histórica

Projeto da FCJA busca preservar acervo e ampliar pesquisas científicas

A Paraíba está dando um passo decisivo na preservação de sua memória histórica. O Núcleo de Estudos Arqueológicos (NEA) da Fundação Casa de José Américo (FCJA) iniciou o mapeamento de todos os sítios arqueológicos existentes no estado, em um trabalho que deve se estender até março do próximo ano. A iniciativa busca consolidar um banco de dados capaz de orientar políticas públicas e garantir a proteção de um dos mais importantes patrimônios culturais paraibanos.

Coordenado pela arqueóloga Adriana Carvalho, o projeto “Mapeamento do Patrimônio Arqueológico da Paraíba” reúne especialistas em arqueologia, história, geoprocessamento e ciências sociais. Criado em 2024, o núcleo transformou a FCJA em referência para pesquisas arqueológicas e guardiã de acervos coletados em campo. “Trabalhar com processos culturais não é fácil, mas aos poucos vamos conseguindo realizar nossa pesquisa”, afirma Adriana, destacando o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties).

A equipe conta com pesquisadores doutores e mestres, além de bolsistas de graduação, e já planeja a instalação de um laboratório para tratamento de vestígios encontrados. O núcleo integra o Projeto Preservação da Memória e Difusão Educativa, Cultural e Científica da FCJA, coordenado pela professora Lúcia Guerra.

O presidente da fundação, Fernando Moura, ressalta que o trabalho segue diretrizes nacionais de conservação estabelecidas pelo Iphan. “As peças selecionadas para exposição buscam democratizar o acesso à história da Arqueologia paraibana”, explica.

Mais do que catalogar sítios, o projeto abre caminho para novas descobertas sobre a ocupação territorial da Paraíba em períodos coloniais e pré-coloniais. Ao fortalecer a pesquisa científica e a preservação cultural, o estado se posiciona como referência na arqueologia nordestina, ampliando o conhecimento sobre sua própria trajetória histórica e garantindo que futuras gerações tenham acesso a esse legado. (Texto: redação Boteco da Notícia / Imagens: Secom PB)

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